Ser elegante é… Por Costanza Pascolato

Ser elegante, afinal, é ter consciência pela maneira como você se veste ou se comporta, que sempre dá para se aprimorar um pouquinho. Por isso é tão legal termos tantas alternativas de moda para escolher.

Elegância, no fundo, é escolha. Portanto, você pode, sim, estar superelegante com o mais casual ou com o mais clássico dos modelos. Sejam quais forem as peças, marcas e estilos que lhe agradam. O essencial é vestir a roupa que, diante do espelho, vai fazer você sorrir e dizer: “está ótimo porque essa é a minha imagem. E a de mais ninguém”.

Acabei de ler esse texto de Costanza Pascolato na primeira página do meu caderninho de anotações. Estou com ele desde janeiro e nunca tinha visto. Boba eu, né ?

25 de agosto de 2010
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Tipos de tecido e o efeito de cada um deles

Eu não gosto muito de regrinhas na hora de escolher um look. Mas, a verdade é que – assim como em todas as áreas da nossa vida – quanto mais a gente conhece sobre determinada coisa, mais facilidade a gente tem para criar em cima daquilo. Com a roupa não é diferente.

Por isso, aqui vai uma tabelinha que pode ser útil na hora das compras e naquela hora “não tenho nada para vestir“. Lembrando que não precisa ser nenhuma expert para saber os nomes dos tecidos assim de cor, é só olhar na etiqueta que lá sempre tem tudo bem bonitinho! ;)

tipos de texturas tabela sanduiche de algodao cópia

24 de agosto de 2010
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Jantar para o Kenzo….

Então tá. Perguntei no twitter (já segue?) se eu deveria ou não postar as fotinhos do jantar de sexta (20.08). Como as arrobinhas foram meio que unânimes, segue fotinho com look escolhido para ir no jantar que o Valdemar Iódice ofereceu em sua casa para Kenzo Takada, o muso do japonismo.  

Algumas observações: eu gosto de usar batom vermelho. Mas tenho dificuldades em bater fotos com ele. Alô dona Vic Ceridono, que tal um post sobre como sorrir trabalhada no batom? Rs rs.  De cara me achei estranha nas pics. Tipo, cadê o meu sorriso? E eu também não sou tão branquinha assim… Mas fica valendo a dica para o look (que é o que eu gosto mesmo). O vestido é da Daslu, que eu coloquei ao contrário para ficar sem decote! Praticamente um post oposto desse aqui de como fazer o look piriguete!

Ah sim, vale contar também que Kenzo é mega simpático e espontâneo. Bati um papo com ele sobre sua vida pessoal (pra ler, só clicar aqui) e sobre moda. Sabe o que ele acha de loja fast fashion e de cópias? Algo incrível! Assim todo mundo tem a oportunidade de se divertir (e usar) moda, além de exigir mais dos criadores das grandes casas (Dior, Chanel, Balenciaga e cia limitada) que tem que criar cada vez mais, melhor, e mais rápido. 

Para falar bem a verdade, se abrirmos qualquer livro de História da Moda, logo ali no primeiro capítulo em “Como surgiu a moda”, aprendemos que ela foi “inventada” junto com a burguesia. Com dinheiro na mão, os burgueses queriam (e podiam) “copiar” as roupas antes exclusiva da nobreza. Era tipo assim: olha lá a princesa de tal descendo da carruagem! Ai que saia incrível! E lá iam as moças descrever as peças para os seus devidos costureiros. A “burguesia”, hoje, só é mais numerosa…

 

 

23 de agosto de 2010
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A loja favorita de Karl Lagerfeld na Argentina

No final de semana a Joyce Pascowicht foi passar uns dias na terra de nossos hermanos e acabei dando a dica do brechó mais legal de lá por Twitter. Algumas leitoras me mandaram arrobinhas e emails querendo saber mais sobre o lugar e, por isso, resolvi republicar esse post de um outro trabalho aqui no Sanduba! Hope you like it!

Em dezembro de 2009, Karl Lagerfeld decidiu que teria como cenário da campanha de verão 2010 da Chanel as ruas de Buenos Aires, na Argentina. E lá foi ele, levando na bagagem a top Claudia Schiffer, e alguns conhecimentos sobre a cidade – que ele nunca havia visitado. Antes de desembarcar por lá, o diretor criativo da Chanel enviou uma equipe ao lugar para selecionar locações e pontos interessantes. Entre eles – e um dos favoritos de Karl ao longo de toda a viagem segundo o WWD - foi a loja de antiguidades Gil.

 

O espaço fica em frente à praça San Telmo – bairro super tradicional na cidade por vender peças antigas. A vendedora me contou que o “Gil” tem 25 anos, mas que está nesse endereço há apenas 10. Antes, o CEP era na 25 de Maio e a decisão pela mudança aconteceu por San Telmo ter mais o “clima” do Gil. Não precisa marcar hora para visita, mas as portas não ficam abertas. Só se entra tocando a campainha – que por sinal, é bem fofa.

Por lá, cerca de 6 mil peças compõe o acervo espalhado em dois andares – tudo à venda

Diz que Karl ficou horas e horas lá dentro. Super simpático, ele ficou de olho nos looks dos manequins, e não deu muita bola para as roupas que estavam nas araras. (Mais de 4 mil peças datadas de 1920, 1930, 1940, 1950, 1960, 1970, 1980).

Todas as peças são catalogadas por época, e todas tem preço. E não é nenhum absurdo! Vestidos longos de seda branca de 1930 saem por US$120, casquettes de renda de 1920 variam entre US$60 e US$80. Coletes de camurça, pelo sintético, e/ou algodão de 1940 saem por US$40. Tem até vestido de noiva! (A partir de US$500). Ah sim, pode experimentar tudo.

 

Uma paixão à parte são os óculos! Givenchy, Yves Saint Laurent, Chanel… Tudo por US$ 50! Pena que não era permitido bater fotos das peças… Consegui somente esses registros gerais, mas acho que deu para ter uma idéia do tanto que esse espaço é incrivel, né? Para saber mais sobre o Gil Antiguedades, vale um passeio pelo site da loja.

Gil Antiguedades: Rua Humberto 1, 412, San Telmo – Buenos Aires, Argentina

23 de agosto de 2010
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Fazendo a “piriguete”

Não sei vocês, mas eu normalmente nunca sei bem qual vai ser o roteiro da noite. Na semana passada, por exemplo, a idéia era um jantarzinho com as meninas no Forneria, na Daslu, seguido de cama. Um drinkzinho aqui, outro acolá, mulherada animou e decidimos pegar uma baladainha na Kiss & Fly, também lá na Vila.

Pois bem. O look escolhido para o dinner:

Quando cheguei na festa estava me sentindo completamente desconfortável. Com cara de vovó, sabe? Estava com uma saia de linho da Miu Miu cintura altíssima e, para ser bem sincera, eu não gosto de cintura alta na balada. Acho que não combina. Decidi ir pro banheiro brincar com o look para dar uma cara mais de noite (ou mais piriguetche! Rs Rs)

Ahá! Look baladinha. Bem mais digno! Rs rs

Tirei a blusa de dentro da saia porque fica mais informal, e soltei o cabelo porque acho que fica mais feminino também. O sorriso ficou com a mesma “arrumação”. HeHe

Obs: lembrando que uma mulher não fica mais bonita se ela está com uma saia mais curta. Look bom é aquele que faz a gente se sentir bem, eu não estava me sentindo bem com aquela roupa, naquele lugar, e mini usei minha criatividade para me adaptar e ser mais felliz. Simples assim.

19 de agosto de 2010
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(sem spoiler) “Coco Chanel & Igor Stravinsky”, um filme de moda não tão óbvio assim

Quem segue  Twitter mais que novela (@helogomes sou euu) já sabe que ontem foi dia de cinema entre as friendas! =) Na programação, a pré-estreia do filme “Coco Chanel & Igor Stravinsky”, dirigido por Jan Kounen e com co-produção de Karl Lagerfeld. Só de ter Chanel no título, Karl nos créditos e pipoca no menu já dá vontade de pegar uma telinha, né?

Bom, e aí que eu achei o longa uma tremenda poesia fashion.

Explico:  o filme – mais um menos um Coco “depois” de Chanel - se passa no ano de 1920, quando mademoiselle Gabrielle já era bem crescidinha e reconhecida por sua moda (financeiramente, inclusive) e vivia tudo que Paris podia oferecer: arte, música, moda e, porque não, pessoas. Ela quer um perfume? Dá-se um jeito. Ela quer um tecido? Dá-se um jeito. Ela quer um homem? Dá-se um jeito… Não vou contar o desenrolar da relação entre os dois porque não quero fazer a tagarela que estraga o filme e até porque  muito mais do que o romance (que pode ser descoberto com qualquer google), o grande tchan do filme é o “como” Karl (e o diretor) nos contam essa história…

Uma digressão: Sabe o colar de pérolas que você quis usar há algumas temporadas? A bolsa de matelassê com corrente? O blazer estruturado? O esmalte verde? O Particulière? O clog? O sapato Mary Jane? A sapatilha bicolor? Então, Karl está à frente da direção criativa da Chanel desde 1983 e de lá pra cá, ele (e toda equipe, claro) foram responsáveis por criar um estilo de vida ”Chanelesco” que virou desejo entre as mocinhas (mesmo entre aquelas que nunca ouviram falar de Chanel ou de Lagerfeld). O moço é bom. Isso é inegável. E assim como todo homem realmente criativo, ele sabe circular muito bem por todas as artes: moda, música, arquitetura e, claro, cinema.  

Moda VS Cinema: além das claras mini-aulas de moda (com detalhes sobre o gosto de Grabrielle por unhas bem cortadas, a busca pelo caimento perfeito, o desejo de um perfume que tivesse cheiro de mulher e não de flor – que culminou com o surgimento do Chanel n0 5 – a “briga” com Paul Poiret) o filme acaba por nos passar uma mensagem de moda bem não óbvia – e muito interessante: a dica do novo olhar.

O “tchan” do filme: Câmeras que circulam o personagem em 360 graus, ausências e excessos de trilhas sonoras que coordenam com o sentimento dos protagonistas, filmagens trêmulas-rápidas-lentas, sobreposições de imagens… Bons entendedores de cinema saberiam facilmente fazer as comparações de algumas cenas com o sensacionalismo de Tarantino, o gosto pelo popular de Fellini e até mesmo Scorsese, com seus cortes e planos criativos e detalhes mil. Karl pesquisou para ficar ali atrás da câmera e acabou criando sua própria linguagem (assim como tudo que ele faz na Chanel).

A grande dica: Ao olhar de Karl, nada é obvio e todas as cenas são cheias de possibilidades: Igor entra em um cômodo, mas o quarto é desfocado. Não se sabe se ele procura o amor da esposa ou paixão da amante. Isso é apenas a descrição de uma cena, mas o filme inteiro gira em torno disso, as possibilidades. O que isso tem a ver com seu armário e com a roupa que você vai escolher para amanhã? Tudo! Que tal experimentar brincar de analise combinatória com seu guarda roupa? Sair do look óbvio? Misturar a jaqueta jeans que você só usa com determinada calça com aquela saia que não sai do guarda-roupa?

Para isso, recomendo assistir ao filme sem twitter, sem bbm, sem emails ou mensagens de celular. Leia (veja) a poesia que é Coco Chanel & Igor Stravinsky sem interrupções (garanto: perder uma linha faz o poema todo ficar torto) e fique bem cheia de inspiração (não em tendência de moda, mas em emoções da vida) para criar possibilidades mil em seus looks.

17 de agosto de 2010
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