Pela etiqueta no mundo pós moderno…
Terça (01.12) recebi a Vogue de dezembro. A minha veio com uma mensagem especial de um amigo da redação com a seguinte frase “Taí, o motivo da minha implicância em nossos almoços”.
O “post-it” veio na coluna de Costanza Pascolato, que dizia (copiei linha por linha é grande, mas vale cada segundo):
“Tenho uma bela amiga na Europa. Jovem, educada, elegante, poliglota, extrovertida, conhece muita gente bacana, é ultrabem informada, tem fôlego de leão e uma curiosidade infinita. Nos gostamos muito e por tudo isso ela é sempre – e não só para mim – uma interlocutora fascinante. Nosso encontro mais recente em Paris foi, como de costume, bastante caloroso. Estávamos com saudades e havia tempo que não nos víamos. Desandei a contar novidades. Uma verdadeira enxurrada de informações porque no afeto e na amizade sou prolixa. Mas logo notei que a sua atenção não estava comigo e percebi que o alheamento tinha endereço certo: o iPhone! Incrédula, acompanhei o olhar se esgueirando para o visor do aparelho. Repetidamente. Fim do glamour. Dias depois, em artigo genial e hilário na revista do jornal Le Figaro, Karl Lagerfeld fala justamente do assassinato da conversação e, em especial, da que era brilhante, com status de legítima arte, como a que existiu no passado e que por muitos foi considerada uma invenção francesa. As pessoas sabiam ser ao mesmo tempo graves e superficiais, sérias e divertidas. Esse convívio espirituoso baseado na réplica, no jogo de palavras e no conhecimento real e profundo tem, segundo ele, vários assassinos. O primeiro suspeito é exatamente o telefone celular e seus cúmplices – o Blackberry e o iPhone –, que têm hoje lugar cativo sobre as mesas ao lado de talheres e louças, ou balançando em equilíbrio precário sobre os joelhos dos convivas. Vítima anuente, o usuário se transforma em uma espécie de secretário ultra-atarefado, lendo e respondendo textos, além de dar a desagradável impressão de querer estar em outro lugar, com outras pessoas. O segundo presumível assassino da vivacidade dos colóquios contemporâneos, segundo Lagerfeld, é a proibição de fumar em lugares públicos. Ele afirma que essa “funesta e sadia” proibição esvazia as mesas dos jantares de maneira inadmissível. Narra que uma mesa de 12 lugares pode se reduzir a quatro convivas espalhados, de olhar perdido, durante intermináveis momentos. Essa falta de disciplina, ele assegura, é o cúmulo da falta de educação. A pobre e desafortunada educação que sofreu a mesma (má) sorte e decadência da conversação. O terceiro cúmplice da morte da interlocução social brilhante, ainda segundo Lagerfeld, é o “politicamente correto”, assunto que ele considera o causador da morte instantânea de toda e qualquer troca de ideias cultas e inteligentes. Seja politicamente correto no comportamento, mas deixe o discurso para lá, a menos que esteja em algum seminário. Socialmente, seja bem-humorado e dê asas à imaginação. Viva a liberdade, enfim. Quanto à minha amizade europeia, ela continua, felizmente. O mistério da – temporária – desatenção da moça comigo foi solucionado: ela vivia aguda e palpitante crise sentimental, daquelas que provocam grandes expectativas só de olhar para o telefone”.
Na prória terça não levei o celular no almoço e tivemos uma das conversas mais deliciosas (e significativas) em meses.
Experimentem! Uma horinha. Não mata. Sabe quando você vai viajar e na volta tem uma pilha de correspondência? A sensação é a mesma com os emails e twittos das leitoras fofas e das amigas blogueiras. Dá até saudade gostosa.
03 de dezembro de 2009




Simplismente PER FEI TO o texto!!!
Só n corcordei com a parte dos fumante…o problema n foi a criação da lei, e sim a falta de educação dos amigos…se n é proibido fumar no local, n fumem!!Ninguém vai morrer se ficar 2horinhas em um ambiente q n possa fumar…isso vale para os iphones e afins da vida…
Bjss…
hã? primeira? Eu?
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!! \o/\o/\o/\o/
Concordo plenamente com a parte do celular! Tenho uma amiga que faz a mesma coisa, t-o-d-a vez que a gente sai. Fica com o telefone na mao respondendo msgs a noite toda. Acho pééééssimo!!!! Parece realmente q ela preferia estar em outro lugar. Como sinto isso na pele, evito ao máximo fazer o mesmo. Mas qto a fumar numa mesa de bar/restaurante, eu nao ligo, mas existem pessoas q nao podem respirar a fumaça, entao acho mais sensato sair da mesa por alguns segundos, se for impossível deixar de fumar. (Quem nao fuma nunca vai entender os fumante, né.) Mas que é um PORRE ficar na mesa esperando a pessoa voltar, isso é mesmo!!
Bjins
Adorei o texto, só discordo da parte dos fumantes, deveria existir um local restrito para eles fumarem, porque aquela fumaça para quem não fuma é altamente desagradável e em um ambiente fechado, piora mais ainda, no entanto, cabe o bom senso, tenho amigas que fumam e saiu com elas na boa, elas controlam a direção da fumaça e conseguimos ter altas conversas e nos divertir.
Helô, você é uma fofa!
Só isso que consigo falar!
Hahahaha
Helô posso copiar??? Adorei! Li tudinho e é uma verdade, a alguns dias tenho feito isso, deixo de lado nos fins de semana, principalmente domingo. É importante a gente dá atenção aquelas pessoas que estão ao nosso lado tbm.
um bj
É relativo!!! O ambiente, as funções e as companhias. Mas pra quem ta esperando o outro terminar de mandar e-mail no blackberry ou de fumar um cigarro, é um saco mesmo. Já deixei o celular pra trás e foi um sucesso!
http://www.carolinafaggion.wordpress.com
Bia
Concordo, Helô!!!
Eu nunca vi com muita simpatia a idéia de receber e mandar tweets do celular… nao dá pra viver assim, eu me conheço! rs
BJos!
é realmente um problema… amo e tenho os dois, blackberry nextel e iphone… tentarei me policiar!
Concordo plenamente, além de ser frustrante conversar com alguém que está mais preocupado com o celular é uma baita falta de educação. A parte dos fumantes super me identifico. Concordo que ninguém é obrigado afumar junto com a gente mais acho um absurdo proibir fumar em espaços abertos. Areás de fumantes foram criadas para fumantes, não tem porque um invadir o espaço do outro.
Beijos
Nathalia
Grande Costanza! Não sei demonstrar direito minha admiração por ela mas enfim, pode crer que é enorme.
Bem, toda vez que estou com amigos, guardo o celular na bolsa e faço questão de por ele no silencioso. Morro de vergonha (e acho tão feio!) quando o celular toca super alto e assusta todo mundo.
Beijão
Super adorei esse post.
Costanza, sempre brilahnte… Excelente post!
VOu colocar um link desse seu post no meu blog… ameiiiii
parabens
Realidade puraaaa!
Helô, ameeeei o texto, além de você escrever de uma forma super linda, ainda levantou um assunto que é super importante e que realmente percebo que atrapalha as conversas, seja lá em qual relacao for!
Parabéns e thanks pela reflexao!
um beijoooo
Uaaau, texto caiu como uma luva na minha vida, ultimamente!
ando tão assim, eca!!
hahaha
acho que me fez acordar um pouco pra vida!
BOAS MANEIRAS JÁ!!
um beijo grande, linda
Constanza é diva né? Ela fala a verdade que todos sabemos, mas ignoramos.
Concordo muito com o texto, apesar de às vezes eu me desprender do que meu namorado tá falando comigo e prestar mais nos papos do twitter. Esses laços sentimentais estão se perdendo aos poucos, é só ver uma pessoa dizendo: “ao vivo sou tímido, mas pela internet não tenho vergonha”. Eis a prova!!!
Adoooooooooro o blog Helô!
Beijitos
Assumo. Sou viciada em smartphone, mas mal educada não!
Meninas que veem e-mail e twittam pelo telefone, modos. Não vamos queimar nosso filme gratuitamente! =)
Sensacional o post Helô
Beijosss
Nath
http://www.coisasqueamamos.wordpress.com
mto bom! hoje mesmo acabei me irritando com uma amiga que não saia do celular!!!
post ótimo e texto equilibrado, bacana, que veio a calhar. que tal esquecermos – um tiquinho, rs – os smartphones e dar uma olhadinha mais atenta ao amigo ou amiga ao lado? faz tão bem conversar olho no olho. se não nos controlarmos, um dia ficaremos escravos das mensagens, correndo o risco de perdermos preciosos amigos. quanto a fumar, respeito quem fuma, mesmo porque, isso não influencia em nada o caráter da pessoa, mas tragar em lugar fechado é chatão, rs, mesmo. concordo também com as amigas que falaram do modo silencioso do celular. faço isso e dá super certo. não é porque temos telefone que devemos anunciar aos quatro ventos que estão nos ligando!! beijos! amo o site!
Quer saber…acho o cúmulo da falta de educação ficar ligada em celulares em almoços ou encontros….é isso aí mesmo, a atenção agora é toda voltada para os aparelhos…realmente passa a impressão de que a pessoa preferia estar em outro lugar e que a nossa companhia e conversa são completamente desinteressantes.
Agora, odeio ser a chata e ficar dando lição de moral para os amigos …prefiro dar o exemplo. Se realmente tenho que atender a ligação peço desculpa e tento ser o mais breve possível….
beijocas
Ahha Verdadeirissimoooooooooooooo
Genial. Nunca comentei aqui, mas já que esse espaço existe quero aproveitar para não ser politicamente correta e falar que a colocação a respeito do cigarro é simplesmente perfeita. E, extrapolando um pouquinho, depois de ler o primeiro comentário gostaria muito de pedir que, aqueles que exigem ser respeitados pelos fumantes, os respeitem também, afinal, embora marginalizada, essa ainda não é uma conduta ilegal… Acho que respeito e tolerância são valores essenciais. Pronto falei, rs! Agora chega pra não virar um manifesto! Bjos.
Adorei o post. Realmente, tenho notado que o celular que era pra ajudar, só atrapalha. As pessoas ainda não estão prontas para usá-lo.Falta a etiqueta…saber a hora certa de utililzá-lo. Eu só tenho um porque ganhei, pois não gosto do bichinho em sua totalidade. Uso mais para resolver algo de emergência, o restante do tempo passa desligado, nem passo o número adiante. Gosto da antiga e costumeira coisinha chamada Paz.
Bjs e parabéns pelo blog lindo e fofo. Vivi http://chicamimus.blogspot.com
Lembro de quando os celulares começaram. Primeiro era para se exibir, todos mostravam, depois, criou-se uma etiqueta: levantava-se para atender. Agora liberou geral. Em cima das mesas, uma fileira de celulares a tocar e enviando textos doidamente, quando não são dois por pessoa, como a minha irmã. Um horror! Sempre deixo o meu na bolsa, no bolso e no vibrocall. Continuo achando a maior falta de educação, a mesa inteira falando ao celular, quase como a foto da Carine R., acima.É a síndrome da comunicação, da informação desenfreada. Todo mundo quer dizer o que está fazendo,o que está seguindo e esqueceu-se a conversa fiada com amigos.
Oportunissimo este post. Vai de encontro a praga que assola o mundo. A falta de educação. Sair com amigos, agora é sinônimo de enfileirar celulares em cima da mesa e ficar checando a cada segundo, se chegou texto, email, twitter, foto, etc. Um saco! Destesto seguir alguém e detesto que me sigam. Não necessito postar comentários de 5 em 5 minutos para continuar existindo. Me soa muito infantil .Isso cria um vício, uma insegurança virtual que se alastra para nossa vida pessoal. Nunca coloco o meu cel. em cima da mesa. está sempre na bolsa e em modo silencioso. Se a chamada é”vital”, levanto e saio. Esse é o respeito a amizade e a boa educação. Tomara que as pessoas se toquem.
Foi só a Costanza e o Karl falarem dessa crescente falta de educação para as pessoas se tocarem e começarem a tentar fazer ao contrário. Noto que as mesas dos restaurantes são lotadas de celulares ou que muitas vezes cada um está com o seu a teclar ou a falar. Para que marcar então um almoço com amigos? Melhor cada um sair sozinho e ficar papaendo a distância, não é?
Eu tb recebi a Vogue hoje e li o mesmo artigo que transcreveu. O máximo, né?! Parabéns pela iniciativa. Uma horinha, sem iphone e derivador não mata ninguém e não interrompe um papo gostoso!
Beijos
Le Chodraui
“não necesito postar de 5 em 5 minutos para continuar existindo…” genial!!!! Apesar de colocar o cel em cima da mesa, fervo quando o ser fica conversando interminavelmente, sem se preocupar aonde está e com quem… já dei fora e fiz descomposturas (sou esquentadinha…rs) A partir de hoje, o meu celular está proibido de participar dos meus encontros de restaurantes e bares!!!
Amem……
esse texto deveria ser obrigatorio para muitas pessoas!!!
Sabe assim…virar lei mesmo. “É proibido fumar e usar Blackberry e o iPhone em lugares fechados”
Infelismente estamos vivendo isso a cada dia. E o pior é que a cada dia o numero de pessoas com Blackberrys e iPhones só aumenta.
Adorei..otimo
* e segredo viu: Vou mandar esse textinho agora mesmo para meu marido.
Outro dia meu marido e eu fomos jantar e na mesa ao lado havia um casal que na verdade não era um casal e sim um trio. Ele, ela e o Blackberry. Não os vi conversando sequer um segundo, nem trocando beijinhos e carinho, pois ele, o tempo todo estava no aparelho, trocando mensagens ou conversando com alguem…Fiquei com dó da moça.
Nossa, Helô! Adorei (mesmo!) o post!
Vivo “reclamando” dessa falta de educação das algumas pessoas. Você esta bem conversando com a pessoa, acontece algo e justo ali na sua frente a pessoa para de olhar pra você para atualizar o twitter. :O Absurdo!
Ate achei engraçado o video do cara que atualizar o facebook no altar, antes mesmo de beijar a noiva, mas tudo tem limites. hehehe
Beijos e bom final de semana! ;*
Nem me fale…. Já tive váaaaarias discussoes com meu hubby por causa do blackberry e o pior que uma hora sou eu e outra é ele…. Alguém no casal deve se manifestar, acho q sou! “Somebodies Gotta Give”, assim ele tbm se toca.
super ameei! gente, é um horror esse povo que vc tá falando e fica segurando iphone! acho muita falta de educação usar blackberry e cia na mesa! amei o texto!
Eh obvio que queremos atencao quando estamos com alguem, no entanto as pessoas precisam entender que estamos em 2009, onde comunicacao e informacao eh tudo, eu nunca pedi para nenhum amigo/a desligar o blackberry ou celular a mesa, por que ninguem quer perder trabalho/cliente/dinheiro e para isso manter contato eh primordial,uma vez o meu marido deixou de atender uma ligacao e perdeu um mega investimento(falta de sorte), eh a vida, nem todo mundo pode se dar ao luxo de se livrar do aparelhinho. eu entendo e sou entendida por todos a minha volta, ou que sabem o valor de uma teleconferencia, agora parar de dar atencao ao outro para fofocar ou postar que seja, soh pode ser coisa de gente imatura.
AMEI esse post! educação é o melhor e mais essencial atributo.
Aco que to bem…não fico olhando o celular…não sou politicamente correta… o que pega é a perte de fumar. Por mais q vc aguente não fumar por alguma s horas…mais cedo ou mais tarde se corta o assunto com reclamações a respito… ou tem q dar aquela saidinha pra matar a vontade… Ai geeente, como se larga um vício?
amei o texto, muito bom mesmo… pura verdade ^^
Helô,
Esse texto é simplesmente fastástico!!!!
Mas, sem querer causar polêmica, creio que algumas pessoas esqueceram o 3º “cúmplice da morte da interlocução social”, ou seja, deram uma de “politicamente corretas”, quando falaram do “cigarro” de forma culta e inteligente. Eu sei que o cigarro é prejudicial e tal… Mas, como disse Lagerfeld, vamos ser politicamente corretas no comportamento e deixar o discurso do cigarro para lá, a menos que estejamos em algum seminário
sobre saúde pública… rsrsrs
Perfeito!!! Adoro o blog, tbm pelos textos tão inteligentes e tocantes que vejo aqui. Bjoo
Parabéns pela atitude de colocar o texto aqui! Educação e respeito são fundamentais e realmente estão sendo deixados de lado… lamentável…
**Gostei tanto que copiei e mandei para minha lista de email!
Obrigada.
Adoro seu blog.
bj
Texto muito bom mesmo… eu às vezes me sinto exatamente como Constanza disse, checando sempre o telefone, parece que nasci colada com aquilo. Péssimo hábito.
Taí uma resolução pra 2010: desgrudar do celular. Quem sabe meu pai não vai reclamar mais que eu tenho que parar de mandar mensagens. Hahaha.
Beijos, Helo!
E é por isso que no almoço-das-amigas o restaurante tem que ter espaço pra fumantes – mesmo que dentre 4, apenas uma fume. E os celulares ficam dentro das bolsas. Bingo!
hauhahuahua mas coitados dos garcons!!!!!!!!!!!!!!
hahaha
Oi…também não concordei com a parte de que seria educado fumar na mesa.Isso sim é falta de educação,é preferível que a pessoa saia da mesa pra fumar em outro lugar do que ela jogue fumaça na cara dos outros da mesa